ASF CONFERENCE

SOBRE A CONFERÊNCIA

Os Arquitectos Sem Fronteiras Portugal, vêm convidar para a participação na Conferência Internacional, Arquitectura Sem Fronteiras "O Ensino da Arquitectura no processo do desenvol-vimento".
A realizar na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto, Portugal, 13 de Abril de 2013.

 

Paralelamente ao evento estará patente no local da conferência uma exposição denominada de "Architecture sans frontiere international", que expõe trabalhos de algumas congéneres dos Asf-internacional.

 

Recorrentemente, o papel das escolas de arquitetura e processos de ensino é justamente questionada. O debate tradicional incluí o contraste entre uma aproximação "apenas visual" e da chamada cultura da construção. Isto é a criação de espaços para viver versus a criação de objetos no espaço. Recentemente, este debate atravessou as relativamente auto centradas fronteiras da academia e da prática e atingiu um público mais amplo através de uma diversidade de formas e alcance de media, como a Web ou o nosso jornal local. Pela primeira vez, a questão é levantada a partir de um ponto de vista social - ou, para todos os efeitos - a partir do reconhecimento de um modelo político-económico falhado, pelo menos nos países ocidentais. De repente, estamos familiarizados com as implicações financeiras da crise do sub-prime, crédito parado, taxas de juros internacionais, taxas de desemprego crescentes ou as virtudes e limitações dos planos de austeridade. Na arquitetura, este turbilhão manifesta-se no abrandamento rápido do investimento (público ou privado), na falta de trabalho, no encerramento de práticas, no desemprego e na emigração.

 

Nada pode expressar melhor o estado das coisas como a situação em países da Europa meridional, tradicionalmente com crescimento económico de mãos dadas com o desenvolvimento do ramo da construção e, até recentemente, ostentando promessas de receitas generosas do sector imobiliário: precedida pela crise do sub-prime, a bolha rebentou e deixou inúmeros investimentos de construção pela metade ou vazios, investidores de mãos vazias e arquitetos sem trabalho. Socialmente, a situação também oscila perigosamente quando é negado crédito ás famílias despejadas de suas casas, que engrossam as filas do desemprego. Sem novas comissões e sem perspectivas de futuro, o que devem os arquitetos fazer? Muitos, é claro, emigrar: para lugares onde o modelo capitalista para a sociedade ainda prevaleça ou para as novas petro-economias. Outros agarram-se á sua fama (ou charme) e arranjam um lugar de prestígio acadêmico, pelo menos, enquanto a crise durar. Mas a questão permanece: qual deve ser o papel das escolas de arquitetura e de arquitetura, num mundo em mudança? Por que muitos arquitetos ainda se concentram em questões de trabalho de autor e exercícios fora da realidade, enquanto o número de necessitados aumenta, não só nos países mais pobres, mas de modo preocupante agora também nos países mais ricos? Em campo, muitos arquitetos e práticas já avançaram. Os exemplos vão desde o trabalho com comunidades: por exemplo, fornecendo meios e instrumentos para implementar práticas mais sustentáveis ​​no consumo de energia, promover a interação com a comunidade através da criação de hortas urbanas, ou navegar pelo labirinto legal e ser capaz de ocupar vazios urbanos. O objetivo é criar um foco na reabilitação e no ensino de uma cultura de manutenção, e para incentivar uma atitude experimental do "faça você mesmo" na construção de habitações ambientalmente conscientes. Estas abordagens aumentam a consciência existente no sentido do ensinar processos de desenvolvimento e ajudar as comunidades por todo o mundo. A diferença é que, pela primeira vez, a ideia alastra a um publico mais vasto que está empenhado em distanciar-se de um modelo baseado na sociedade de consumo e de um mundo da arquitetura baseado em modas, adaptado ao consumidor, e que promove uma atitude auto centrada no projeto.

 

Está este tempo preparado para tal mudança de paradigma? Por ocasião da Assembleia Geral da “Architecture Sans Frontieres – International” a ser realizada no Porto em Abril de 2013, estas questões serão debatidas e procuradas possíveis rotas para o futuro, dentro de temas, tais como:

 

• Escolas e Centros de formação no processo de desenvolvimento ( TEMA 1)
• A qualidade da vida do habitat humano (TEMA 2)
• Ensino, formação e investigação (TEMA 3)
• Projetos de ciência e tecnologia (TEMA 4)
• Programas, políticas e projetos de financiamento (TEMA 5)
• Habitação de custos controlados (TEMA 6)
• Reabilitação do ambiente construído (TEMA 7)
• Tecnologias sustentáveis, sistemas e materiais de construção (TEMA 8)

 

PROGRAMA | 13.04

09:30 ABERTURA
Sessão 1
10:30 FROM FORMAL EDUCATION TO INFORMAL CITY. CHANGES AND UPDATES OF DESIGN PRACTICES - Maria Neto
10:50 ARCHITECTURAL EDUCATION IN COLOMBIA, APPROACHES AND PERSPECTIVES IN SOCIAL AND
ENVIRONMENTAL COMMITMENTS -
Alvaro Alvarez
11:10 AN ARCHITECTURAL EDUCATION BEYOND FRONTIERES - Peter Newton
11:30 Poster presentation
12:00 COFFEE BREAK
Sessão 2
12:30 ARCHITECTURE AS EPISTEMOLOGY CONSTRUCTION OF COMPLEXITY TOWARDS A SUSTAINABLE FUTURE
Andrea Monteiro Vicente
12:50 TEACHING ARCHITECTURE FOR OUR COMMON URBAN FUTURE
Teresa Marat - Mendes
13:10 TRAINING THE MOST DISADVANTAGED YOUNG PEOPLE IN ENERGY MANAGEMENT
Patricia Benchenna
13:30 ALMOÇO
Sessão 3
15:00 NAVIGATING THROUGH DESTINATIONS AND JOURNEYS OF ACTION LEARNING PRACTICES - Alexandre Apsan Frediani
15:20 LEARNING IN ACTION: REFLECTIONS - Melissa Kinnear
15:40 URBANDUCTS: REDESIGNING THE URBAN COHESION - Nuno Grande
16:00 Poster presentation
16:30 COFFEE BREAK
Sessão 4
17:00 MOVING BEYOND YELLOW PAPER DREAMINGS: TOWARDS A WALKING THE TALK MODEL OF COMMUNITY ENGAGEMENT IN DESIGN EDUCATION - Esther Charlesworth
17:20 HOW TO TEACH ARCHITECTURE FOR DEVELOPMENT? - Dick Urban Vestbro
17:40

TRAINING IN ‘BASIC HABITABILITY’ (BHa) TO BOOST HUMAN DEVELOPMENT IN THE AREA OF HOUSING: THE CASE OF
MOZAMBIQUE - Julián Salas

18:00

MESA REDONDA (Moderador - Nuno Grande)
Álvaro Domingues e Jordi Balari.

19:00 ENCERRAMENTO
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INSCRIÇÃO